Poesia

Pedro Pedro

Christoffer Wilhelm Eckersberg [Pont Royal seen from Quai Voltaire], 1812 (Detalhe)

Pedro parecia perecer
Parava, pensava… pulava
Pulava pelos pântanos
Pântanos pensados por Pedro

Pedro pedia pão
Pobre Pedro…
Pesadas portas

Pueril, pálido…
Passeava pelas pontes
Paletós pretos passavam
Pássaros pairavam
Peixes pegavam
Pedro, perplexo, pensava:
Pulo?
Pulou!

Pedro parecia perecer
Pulava, pensava… planava
Planava pelas pontes
Pontes pensadas por Pedro

Anderson C. Sandes — Março de 2016

Publicado por Anderson C. Sandes

Poeta, cronista, ensaísta. Autor de Baseado em Fardos Reais; Arte e Guerra Cultural: preparação para tempos de crise; organizador da Antologia Quando Tudo Transborda; entre outras obras. Pedagogo. Membro da Academia Brasileira de História e Literatura e membro correspondente da Academia Mourãoense de Letras. Vivo de poesia pra não morrer de razão.

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