Texto

Aquele que fere: um ensaio sobre a dor

Professor Morteza Katuzian. Menina triste, detalhe (1986)

O que tenho eu nesta vida para cuidar além de algumas feridas? Perguntei-me durante uma de minhas curtas e constantes crises existenciais. Quem não tem uma dessas pelo menos uma vez por semana? Logo me veio à memória algumas leituras que fiz, que tratam sobre a dor, pois quando se fala em feridas abertas se fala em dor — e sofrimento —. Fiz um paralelo entre essas memórias.

Texto

Minha amiga secreta

GENTILESCHI, Artemisia. Self-Portrait as the Allegory of Painting (1630)

Era o final daquele ano letivo; o ano era 2003. Eu cursava a 4ª série do fundamental, em Santa Catarina. As professoras resolveram organizar um “amigo secreto”, e estipularam um valor mínimo para o presente em R$ 10,00 (dez reais).

Dez reais era tanto dinheiro pra minha família naqueles tempos… mas consegui. Não me lembro quem eu tirei no sorteio, nem lembro o que comprei para esta pessoa, mas lembro que o presente custou exatamente dez reais.

Infantil, Texto

A coisa mais bela do mundo

Em elucubrações com meu amigo Gil Silva surgiu este texto. Discutíamos sobre qual seria a coisa mais bela desde mundo no âmbito secular e do conhecido. A conclusão a que chegamos seria que, sem palavras, nada seria tão belo assim. Portanto, de modo quiça inocente, concluímos por fim, que a coisa mais bela do mundo seriam as palavras. Para um poeta, foi uma agradável conclusão.