Pertencer é preciso! (?) Mas dá um trabalhão danado, pois pertencemos um bocado e outro tanto não. Pertencer é ser mais forte e mais vulnerável, tudo ao mesmo tempo. O bando nos protege de outros bandos enquanto nos esmaga, dentro de nossas próprias fronteiras. O custo é alto, as exigências são várias e até irrazoáveis, muitas vezes. Num sentido macro, pergunto: como pertencer a uma terra devastada e/ou desolada? “Abril é o mais cruel dos meses” … Não! Não é ao poema de Eliot (1922) que me refiro desta vez.
O homem, um animal poético, e sua postura diante da palavra de Deus: um brainstorming ensaístico sobre sensibilidade ao Criador
“[…] é impossível compreender toda a glória do cristianismo sem compreender sua poesia”. — Dana Gioia in Cristianismo e poesia
1. Origem: Deus é essencialmente um Criador, dá ordem ao caos, faz tudo com arte e beleza. Ordenou o mundo com linguagem, com logos, com poesia. Criou o homem à sua imagem e semelhança, sendo o homem portador também da palavra, de pensamento, de razão. Isto difere o homem dos animais: o homem é um animal poético. Tirando a poesia do homem, centelha divina, o que restará será bestialidade.
A terra brasil, o sacerdote de preto e a profanação do deus da democracia
Trabalho de história: memórias dos nossos pais
Aluno(a): Cassandra Vates – 7º ano A – Escola Vida Nova
Professora: Aline Cinturinha
Meus pais contam que saíram de certo lugar que era perigoso para se viver. O nome dessa terra se dava, dizem, por causa de uma árvore cuja madeira tinha cor de brasa. A região em que meus pais moravam era muito, muito quente, como a brasa, realmente brasil. O trabalho que meu pai tinha por lá é complicado de explicar, preciso entender melhor, mas ele passava o dia pensando, lendo e escrevendo, e recebia por isso. Mas alguns achavam isso uma ameaça gigante.
Christopher Nolan e os desafios para a adaptação da Odisseia de Homero
Tudo indica que, em 2026, teremos uma adaptação da Odisseia, obra de Homero, por Chistopher Nolan. Não será a primeira adaptação da Odisseia para cinema ou TV, mas é certo que terá um peso nessa arte-indústria, pelo simples fato de ser escrita e dirigida por Nolan, além de contar com um elenco interessante.
Demon Slayer e o mal da “geração 30 segundos no 2X”
O anime fenômeno Kimetsu no Yaiba — Demon Slayer — representa muito bem, em vários aspectos, a nova geração, mas não somente a nova geração, também ao espírito da nova geração, que afeta até mesmo aqueles de gerações passadas. O anime é sem enrolação, sem muita explicação, em comparação com outros animes clássicos, como Naruto e Dragon Ball, é dinâmico, “brilhoso”, saturado, estimulante. A narrativa é sem rodeios, o que agrada uma turma e incomoda outra, e esse é o ponto que trago.
Crianças adultas e adultos criançolas
O maior poema do poeta romano Horário chama-se Arte Poética. Trata-se de uma obra recheada de conselhos sobre poesia e teatro, em formato de carta, dirigida aos irmãos Pisões. A partir do verso 153, o poeta aconselha que os personagens de uma obra tenham um caráter e comportamento adequados às suas respectivas idades.
Brevidade: um encontro com a vida
“Brevidade” surge como produto daqueles dias em que a gente percebe, de repente, que a vida é curta demais para ser vivida no automático. É sobre parar em meio à caçada e deixar cair as armas, desistir das armadilhas e ouvir o mundo ao redor, com suas pequenas e insistentes belezas. O poema nasceu dessa pausa: um instante em que a própria máquina do mundo me disse que a pressa e a luta nem sempre são o melhor caminho para todos. A seguir, teremos o poema e, adiante, uma breve explanação, que revela seus símbolos e intenções.
Eu quase fui “livre” — e ainda bem que não fui
Eu tive um vizinho que era muito descolado, tocava em uma banda de rock, andava de skate, usava roupas radicais, saía e voltava à hora que queria. Eu, adolescente de interior, criado com pai e mãe caxias, sonhava em ser como o Bob — chamarei assim para preservar sua privacidade —, livre como o vento.
O poeta e o guardador de rebanhos
O poeta como pastor de ideias: da simplicidade de Caeiro à força da metáfora que une criação e cuidado. Uma reflexão entre poesia, etimologia e simbolismo.
Educação para a sociopatia
Recentemente conversava com minha esposa, professora, sobre educação. Nos últimos anos, queixava-se ela, recebeu — e ainda recebe — diretrizes estranhas das escolas onde trabalhou, sobre assuntos que deveria tratar e não tratar, das palavras que poderia usar e não usar, entre outras coisas que sempre deixam pesar a consciência de bons professores, que precisam de seus empregos.