Costumo dar atenção a críticos profissionais de cinema e a críticos amadores também, pessoas que dão opinião publicamente sobre filmes, de modo geral. Ouço reclamações diversas, e tento compreender essa diversidade das reinvindicações, ora concordo, ora não. Mas há um tipo de reclamação que incomoda, principalmente vinda dos críticos amadores, que são o mais próximo do público em geral, em termos de percepções e experiências cinematográficas.
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Demon Slayer e o mal da “geração 30 segundos no 2X”
O anime fenômeno Kimetsu no Yaiba — Demon Slayer — representa muito bem, em vários aspectos, a nova geração, mas não somente a nova geração, também ao espírito da nova geração, que afeta até mesmo aqueles de gerações passadas. O anime é sem enrolação, sem muita explicação, em comparação com outros animes clássicos, como Naruto e Dragon Ball, é dinâmico, “brilhoso”, saturado, estimulante. A narrativa é sem rodeios, o que agrada uma turma e incomoda outra, e esse é o ponto que trago.
O velho conflito entre o que é bom e a novidade
O professor Ernst Gombrich conta-nos em sua obra A História da Arte que, por volta de 1520, a pintura havia atingido o auge da perfeição. “Homens como Michelangelo e Rafael, Ticiano e Leonardo conseguiram levar a cabo tudo o que as gerações anteriores haviam tentado realizar”, disse ele.
Teoria platônica da beleza: o que é o belo em Platão?
Platão acreditava no chamado Mundo das Ideias que, grosso modo, consistiria numa espécie de reino transcendental e eterno de formas ou ideias perfeitas. Para o filósofo, esse mundo das ideias seria a verdadeira realidade, enquanto o mundo físico que percebemos com nossos sentidos é apenas uma sombra ou reflexo imperfeito desse mundo das ideias. Essa ideia, claro, iria nortear a sua visão sobre a beleza.
O destino da comédia e algumas digressões
“[…] a comédia é uma imitação dos nossos erros comuns, os quais o cômico representa da maneira mais ridícula e desprezível que se possa imaginar a fim de sustar qualquer desejo que um espectador possa ter de cometê-los” — Sir Philip Sidney, Defesa da Poesia
O fim da magia na arte circense
Respeitável público… Senhoras e senhores… nesse sábado fui ao circo. Tinha palhaço, malabarismo, dança, globo da morte entre outros espetáculos. Olhares de decepção estavam estampados nas caras de meus companheiros de plateia, que fitavam o picadeiro ora pela tela dos malditos smartphones, ora com os próprios olhos. Reparei logo de cara um segundo problema: o público…
Os influenciadores da inversão
A grande produção de conteúdo na internet trouxe-nos tamanha variedade em termos de entretenimento e aprendizado em potencial. Livros, peças teatrais, espetáculos e cursos chegam a muito mais pessoas que num passado não tão distante. Com uma mídia (meio) mais acessível e abrangente vem uma maior capacidade de influência massificada, tanto que assim chamam os novos produtores de conteúdo: influenciadores.
A arte é uma arma?
Fala-se muito em nossos dias sobre “guerra cultural”. As artes fazem parte da cultura de um povo, culminando para o éthos.
A admiração artística-filosófica em Palavrantiga e Povia
Todos têm um pouco de poeta e de filósofo — e de doido, diria minha mãe. Na cultura ocidental as relações entre poesia e filosofia já foram amplamente discutidas, desde Aristóteles e, claro, antes dele. Por questões semânticas, tomemos também por “poeta” o artista de modo geral, o criador. E por “poesia” entendamos a arte em geral, a criação artística.
A Arte de Escrever — Arthur Schopenhauer
Da obra e do autor: De acordo com a concepção da linguagem exposta por Schopenhauer, “todas as traduções são necessariamente imperfeitas”, pois as expressões características, marcantes e significativas de uma língua não podem ser transpostas para outra. (p. 2)