Ensaio, Texto

O homem, um animal poético, e sua postura diante da palavra de Deus: um brainstorming ensaístico sobre sensibilidade ao Criador

O Astrónomo (1668) Johannes Vermeer

“[…] é impossível compreender toda a glória do cristianismo sem compreender sua poesia”. — Dana Gioia in Cristianismo e poesia

1. Origem: Deus é essencialmente um Criador, dá ordem ao caos, faz tudo com arte e beleza. Ordenou o mundo com linguagem, com logos, com poesia. Criou o homem à sua imagem e semelhança, sendo o homem portador também da palavra, de pensamento, de razão. Isto difere o homem dos animais: o homem é um animal poético. Tirando a poesia do homem, centelha divina, o que restará será bestialidade.

Crônica, Texto

A terra brasil, o sacerdote de preto e a profanação do deus da democracia

Nicolas-Antoine Taunay, Le triomphe de la guillotine (1795-1799)

Trabalho de história: memórias dos nossos pais
Aluno(a): Cassandra Vates – 7º ano A – Escola Vida Nova
Professora: Aline Cinturinha

Meus pais contam que saíram de certo lugar que era perigoso para se viver. O nome dessa terra se dava, dizem, por causa de uma árvore cuja madeira tinha cor de brasa. A região em que meus pais moravam era muito, muito quente, como a brasa, realmente brasil. O trabalho que meu pai tinha por lá é complicado de explicar, preciso entender melhor, mas ele passava o dia pensando, lendo e escrevendo, e recebia por isso. Mas alguns achavam isso uma ameaça gigante.

Poesia

Brevidade: um encontro com a vida

Still Life with a Skull and a Writing Quill (1628) by Pieter Claesz (detalhe)

“Brevidade” surge como produto daqueles dias em que a gente percebe, de repente, que a vida é curta demais para ser vivida no automático. É sobre parar em meio à caçada e deixar cair as armas, desistir das armadilhas e ouvir o mundo ao redor, com suas pequenas e insistentes belezas. O poema nasceu dessa pausa: um instante em que a própria máquina do mundo me disse que a pressa e a luta nem sempre são o melhor caminho para todos. A seguir, teremos o poema e, adiante, uma breve explanação, que revela seus símbolos e intenções.

Crônica, Texto

Eu quase fui “livre” — e ainda bem que não fui

Bible reading (1831), by Eduard Karl Gustav Lebrecht Pistorius

Eu tive um vizinho que era muito descolado, tocava em uma banda de rock, andava de skate, usava roupas radicais, saía e voltava à hora que queria. Eu, adolescente de interior, criado com pai e mãe caxias, sonhava em ser como o Bob — chamarei assim para preservar sua privacidade —, livre como o vento.

Crônica, Texto

O poeta e o guardador de rebanhos

A Jutland Shepherd on the Moors, 1855, by Frederik Vermehren

O poeta como pastor de ideias: da simplicidade de Caeiro à força da metáfora que une criação e cuidado. Uma reflexão entre poesia, etimologia e simbolismo.

Crônica, Texto

Os influenciadores da inversão

The Smoker, 1640, by David Teniers the Younger

A grande produção de conteúdo na internet trouxe-nos tamanha variedade em termos de entretenimento e aprendizado em potencial. Livros, peças teatrais, espetáculos e cursos chegam a muito mais pessoas que num passado não tão distante. Com uma mídia (meio) mais acessível e abrangente vem uma maior capacidade de influência massificada, tanto que assim chamam os novos produtores de conteúdo: influenciadores.

Crônica, Texto

Não basta ser louco, tem que parecer louco

Visions of quixote, 1989 - Octavio Ocampo

Na crônica de ontem falei sobre a “domquixotelização” dos progressistas, seres que muito leram fantasias ideológicas até o ponto de viverem delas, em completa loucura, combatendo gigantes que não passam de moinhos de vento.

Poesia

Silêncio

Criança dormindo no berço (1928) de Hermann Knopf

Deleito no silêncio de minha voz
No silêncio da criança e suas bonecas
Das panelas a borbulhar no fogo
Da brisa que invade a casa com suas companheiras de estação:
As flores da mangueira