Pertencer é preciso! (?) Mas dá um trabalhão danado, pois pertencemos um bocado e outro tanto não. Pertencer é ser mais forte e mais vulnerável, tudo ao mesmo tempo. O bando nos protege de outros bandos enquanto nos esmaga, dentro de nossas próprias fronteiras. O custo é alto, as exigências são várias e até irrazoáveis, muitas vezes. Num sentido macro, pergunto: como pertencer a uma terra devastada e/ou desolada? “Abril é o mais cruel dos meses” … Não! Não é ao poema de Eliot (1922) que me refiro desta vez.
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Textos autorais de Anderson C. Sandes.
O homem, um animal poético, e sua postura diante da palavra de Deus: um brainstorming ensaístico sobre sensibilidade ao Criador
“[…] é impossível compreender toda a glória do cristianismo sem compreender sua poesia”. — Dana Gioia in Cristianismo e poesia
1. Origem: Deus é essencialmente um Criador, dá ordem ao caos, faz tudo com arte e beleza. Ordenou o mundo com linguagem, com logos, com poesia. Criou o homem à sua imagem e semelhança, sendo o homem portador também da palavra, de pensamento, de razão. Isto difere o homem dos animais: o homem é um animal poético. Tirando a poesia do homem, centelha divina, o que restará será bestialidade.
A terra brasil, o sacerdote de preto e a profanação do deus da democracia
Trabalho de história: memórias dos nossos pais
Aluno(a): Cassandra Vates – 7º ano A – Escola Vida Nova
Professora: Aline Cinturinha
Meus pais contam que saíram de certo lugar que era perigoso para se viver. O nome dessa terra se dava, dizem, por causa de uma árvore cuja madeira tinha cor de brasa. A região em que meus pais moravam era muito, muito quente, como a brasa, realmente brasil. O trabalho que meu pai tinha por lá é complicado de explicar, preciso entender melhor, mas ele passava o dia pensando, lendo e escrevendo, e recebia por isso. Mas alguns achavam isso uma ameaça gigante.
História poética da poesia: A ave fênix de Hans Christian Andersen
Conheço fábulas e contos impressionantes, com lições, ensinos, sutilezas estéticas e filosóficas que mereceram resistir ao teste do tempo.
Brevidade: um encontro com a vida
“Brevidade” surge como produto daqueles dias em que a gente percebe, de repente, que a vida é curta demais para ser vivida no automático. É sobre parar em meio à caçada e deixar cair as armas, desistir das armadilhas e ouvir o mundo ao redor, com suas pequenas e insistentes belezas. O poema nasceu dessa pausa: um instante em que a própria máquina do mundo me disse que a pressa e a luta nem sempre são o melhor caminho para todos. A seguir, teremos o poema e, adiante, uma breve explanação, que revela seus símbolos e intenções.
Eu quase fui “livre” — e ainda bem que não fui
Eu tive um vizinho que era muito descolado, tocava em uma banda de rock, andava de skate, usava roupas radicais, saía e voltava à hora que queria. Eu, adolescente de interior, criado com pai e mãe caxias, sonhava em ser como o Bob — chamarei assim para preservar sua privacidade —, livre como o vento.
O poeta e o guardador de rebanhos
O poeta como pastor de ideias: da simplicidade de Caeiro à força da metáfora que une criação e cuidado. Uma reflexão entre poesia, etimologia e simbolismo.
Os influenciadores da inversão
A grande produção de conteúdo na internet trouxe-nos tamanha variedade em termos de entretenimento e aprendizado em potencial. Livros, peças teatrais, espetáculos e cursos chegam a muito mais pessoas que num passado não tão distante. Com uma mídia (meio) mais acessível e abrangente vem uma maior capacidade de influência massificada, tanto que assim chamam os novos produtores de conteúdo: influenciadores.
Não basta ser louco, tem que parecer louco
Na crônica de ontem falei sobre a “domquixotelização” dos progressistas, seres que muito leram fantasias ideológicas até o ponto de viverem delas, em completa loucura, combatendo gigantes que não passam de moinhos de vento.
Alvorecer em Jacaré dos Homens
Esta embotada imagem
Do céu de Alagoas
Na xícara de café
Não se compara àquela
Alvorada em Jacaré dos Homens