Poesia

Belo

William-Adolphe Bouguereau. The Day of the Dead (1859)

Me admiro com o belo
E em tudo que há beleza
Temo por meu túmulo
Minha futura morada
Futura fortaleza
Que não seja feio, meu Deus
Que não seja feia

Música, Poesia

Monologando co’a morte

GOYA Y LUCIENTES, Francisco de. Saturn Devouring One of his Children (1819-23)

Te vi em meu olhar

Num reflexo
De águas tranquilas

Este chão já foi o meu leito
Certo estou que ainda será
Outrora acima
Depois não sei

Poesia

Quatro notas

Poema dedicado a Tailan Cavalcante, que descansa em paz. Durante à noite, estávamos juntos entre outros, a cantar ao som de um violão; durante o dia, estávamos todos em volta de seu pálido caixão. Faleceu enquanto dormia. Tive a oportunidade de recitar um poema — que já não tenho mais — em sua missa de sétimo dia. Mesmo num momento de muita tristeza, a sua memória nos alegrava. A poesia eternaliza.