O homenzinho que ora
simula um colosso
faz sua pose desajeitada
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Textos autorais de Anderson C. Sandes.
O velho Emílio
In memoriam de Emílio Cordeiro de Lima
Jaz a lua minguante
Sobre a serena garoa
Que pega fúria
Horas depois da viração
Chega a noite
Chega a noite
Vão-se as moscas
Voltam-se os mosquitos
As primeiras zumbirão suas filosofias
Larvais em outros ares
Os segundos querem sangue
E ferem mais fundo
Mais profundo na gente
Que bate, que bate
Que mata
Caraibeira
Qual caraibeira florescida
com vagens verdinhas e longas
surgi, depois d’um inverno quente
e longo verão brasil.
Bole bole, criança
Esses terreiros tortos
com crianças buliçosas só têm aqui!
Pr’acolá pode ter… mas não é igual,
boa bagunça e gritaria só em nosso quintal.
Das memórias que perdi
Quem seria eu agora,
sem saber quem fora em outrora?
Se dantes fui moço,
tento debalde recordar das paixões…
[…] oxalá! Que eu tenha tido, meu Deus!
Pena do Tinteiro
— Onde está a tinta
para minha pena?
— Tomei-a, pensando
ser ela tóxica,
não era, todavia.